No Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, Agevisa orienta sobre prevenção contra o inseto vetor
Doença de chagas atinge seis milhões de pessoas em 21 países das Américas, mais de 650 mil no Brasil

Publicado 15/04/2022
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Esta quinta-feira (14) marca o Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, que este ano traz como tema da campanha nacional, ‘‘Chagas Hoje: Quantos Somos e Onde Estamos’’. A proposta é fortalecer dados precisos para usar como base para estratégias eficientes de enfrentamento a esse mal. A doença atinge seis milhões de pessoas em 21 países das Américas, mais de 650 mil no Brasil. Em Rondônia, segundo apontam os dados da Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Agevisa, seis casos agudos da doença foram confirmados nos últimos cinco anos.

A Agevisa, alerta que a doença transmitida pelo inseto vetor, conhecidos popularmente como “barbeiros”, possui duas fases: a aguda e a crônica, por isso, é importante que as pessoas que estiveram em regiões de mata ou viajaram para cidades com alta taxa de pessoas contaminadas busquem fazer o exame parasitológico e tratar a doença para que não evolua.

“É importante procurar serviço médico para investigação, diagnóstico e tratamento da doença”, orienta o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima.

Os principais sintomas da doença de Chagas na fase aguda são: febre por mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa e inchaço no rosto e pernas. Já na fase crônica, a pessoa pode apresentar problemas cardíacos e digestivos.

‘‘É possível encontrar o parasita por meio de exame parasitológico de uma gota espessa. Durante 60 dias, a pessoa está na fase aguda. Passado esse período, entra para fase crônica, que se estende para o resto da vida. Depois de anos surgem as complicações’’, explica o coordenador estadual do Programa de Vigilância e Controle de Doenças de Chagas e Filarioses da Agevisa, José Maria Silva.

TRANSMISSÃO

De acordo com o coordenador, o tipo de transmissão, na maioria dos casos em Rondônia é vetorial, ou seja, pela picada do mosquito. Recentemente, a pesquisa desenvolvida pelos profissionais de Rondônia em 2018, que aponta a existência da transmissão vetorial no Estado, foi publicada em uma revista internacional. 

O coordenador ressaltou que identificar a maneira que ocorre a contaminação é importante para traçar metas estratégicas de combate à doença. Os outros tipos de transmissão são oral (ingestão de alimentos contaminados), vertical (de mulheres infectadas para os bebês durante gravidez ou parto); transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados, e acidental (contato da pele ferida ou mucosas com material infectado).

O tratamento da doença é feito conforme orientação médica, sendo que o remédio é fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

ESTRATÉGIAS NOS 52 MUNICÍPIOS

Dos seis casos confirmados em Rondônia de 2017 a 2021, um foi registrado em Candeias do Jamari, um em Cujubim, um em Ji-Paraná, um em Machadinho d’Oeste e dois em Porto Velho.

Para orientar os 52 municípios quanto o enfrentamento à doença de Chagas, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, a Coordenação Estadual do Programa de Vigilância e Controle de Doenças de Chagas e Filarioses da Agevisa, realizou, no último dia 5, reunião técnica com profissionais de saúde.

‘‘Orientamos os profissionais de saúde dos 52 municípios do Estado sobre prevenção e diagnóstico da doença de Chagas. Essas orientações buscam contemplar especialmente aqueles profissionais envolvidos diretamente com a vigilância e atenção básica de saúde. Instruímos ainda, os gestores municipais sobre a importância do acompanhamento dessa enfermidade, para que assim os municípios possam desenvolver ações certas e em tempo oportuno’’, afirma o coordenador.

EXAMES

O Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia – Lacen, faz exames dos “barbeiros” enviados pelos municípios, sendo que em 14 municípios há registros de “barbeiros” infectados pelo protozoário Trypanosoma cruzi.

Conforme a bióloga do Lacen, Alda Lobato, é importante que o morador ao encontrar o inseto ‘‘barbeiro’’ adote medidas de prevenção como: proteger as mãos com luvas ou saco plástico, acondicionar o inseto em um recipiente plástico com tampa de rosco para evitar a fuga, e rotular com data e nome do responsável pela coleta, e local da captura.

Esses procedimentos são importantes, pois a prevenção da doença de Chagas está intimamente relacionada à forma de transmissão. Outras recomendações são: estar sempre atento as áreas por onde o inseto pode entrar nas casas, podendo ser usados mosquiteiros, além de usar roupas de mangas longas e repelentes ao realizar atividades noturnas em áreas de mata.

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